terça-feira, 9 de agosto de 2011

Barra Clássica - 1ª Parte - Pliés

Posição 2 - Demi Plié
Posição 3 - Grand Plié
FUNÇÃO
É um exercício de fundamental importância, pois é usado na preparação e amortecimento de muitos passos de ballet, como os saltos e giros.


É usado para o aquecimento da musculatura interna das pernas, alongamento das pernas, alongamento do tronco (pois este deverá fazer força contrária à flexão dos joelhos), fortalecimento das pernas, rotação de en dehors, extensão de tendão de calcâneo (Aquiles) e eixo.


EXECUÇÃO


É um movimento de flexão dos joelhos sem que os calcanhares saiam do chão. O en dehors é feito pela rotação da musculatura interna das pernas (da virilha ao calcanhar). O pé deve estar bem apoiado no chão e com todos os dedos abertos, sem deixar o tornozelo “tombar” para dentro. Durante a execução é necessário que haja uma resistência muscular, como num elástico, sem afrouxar. O quadril deve estar encaixado com o cóccix para baixo e o púbis para frente e os joelhos devem permanecer na direção do 3º dedo do pé e nunca para frente! O tronco deve estar bem alongado, com as costelas fechadas e abdome contraído. O peso deve ser igualmente distribuído entre as duas pernas. Antes e depois do plié os joelhos devem estender ao máximo.


GRAND PLIÉ


FUNÇÃO


O objetivo do grand plié é a completa extensão e fortalecimento da musculatura das pernas e embasamento ao en dehors.


EXECUÇÃO


O movimento inicia num demi plié e sem pausar, continua a flexão dos joelhos, relaxando os pés para que os calcanhares saiam do chão apenas o necessário para as coxas chegarem numa linha paralela ao chão. Somente em 2ª posição, os calcanhares não descolam do chão e a flexão é feita no máximo da elasticidade das pernas e tendão de calcâneo. Na volta, os calcanhares devem ser pressionados para baixo para retornar o quanto antes ao chão, passando pelo demi plié antes de esticar completamente os joelhos. É preciso cuidar para não perder a rotação de en dehors na volta do grand plié.


Durante toda a execução devem-se permanecer os mesmos princípios do demi plié em relação ao encaixe do quadril, en dehors, posicionamento dos joelhos, tornozelo e constante alongamento do tronco.


O grand plié deve ser contínuo para não perder o tônus e a intensão de elasticidade do movimento.


Petit battement tendu


Posição 1 - Derríère
Posição 2 - A la seconde
Posição 3 - Devant


FUNÇÃO


O petit battement tendu é um exercício essencial para aquecer e trabalhar o alongamento e fortalecimento dos pés e pernas, além da rotação de en dehors, clareza na passagem dos pés pelo chão, eixo, transferência de peso de duas para uma perna e continuidade de movimento.


EXECUÇÃO


Deve ser feito na frente (devant), ao lado (a la seconde) e atrás (derrière).


Partindo de uma posição fechada dos pés (1ª, 3ª ou 5ª), deve-se manter um pé de apoio enquanto o outro se desloca deslizando pelo chão. Na saída, o calcanhar deve pressionar o chão até o ponto máximo, sem que o quadril seja deslocado, a partir daí, eleva-o gradualmente passando pela meia-ponta até finalizar na ponta com o máximo do alongamento da perna e pé.


Na volta, inicia-se o movimento relaxando os dedos, passando pela meia-ponta até tocar o calcanhar no chão, novamente pressionando-o até retornar à posição inicial.


Durante toda a execução o tronco deve estar completamente alongado e o peso deve permanecer sobre a perna de base. Neste exercício é muito importante prestar atenção nos quadris que devem permanecer alinhados. Se você “sentar” na perna de base não terá espaço suficiente para deslocar a outra com o joelho esticado.


Petit battement glissé




FUNÇÃO


O petit battement glissé também é importante para aquecer e trabalhar o alongamento e fortalecimento dos pés e pernas, eixo e transferência de peso de duas para uma perna. Diferente do tendu que é fluido, o glissé trabalha a precisão do movimento e acentuação rítmica.


EXECUÇÃO


Deve ser feito na frente (devant), ao lado (a la seconde) e atrás (derrière).


A saída é como num battement tendu, onde se deve manter um pé de apoio enquanto o outro se desloca deslizando pelo chão. Na saída, o calcanhar deve pressionar o chão até o ponto máximo, sem que o quadril seja deslocado, a partir daí, eleva-o gradualmente passando pela meia-ponta até finalizar no lançamento do pé para fora, de forma seca, estancada e com velocidade, sendo que a ponta do pé deve estar completamente alongada a cerca de 30° do chão.


Na volta, inicia-se o movimento apoiando os dedos no chão, depois relando-os, passando pela meia-ponta até tocar o calcanhar no chão, novamente pressionando-o até retornar à posição inicial.


Assim como no battement tendu, durante toda a execução o tronco deve estar completamente alongado e o peso deve permanecer sobre a perna de base. Neste exercício também é muito importante prestar atenção nos quadris que devem permanecer alinhados.


Por Ana Lúcia Barboza - professora de Ballet, Jazz e Contemporâneo

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