segunda-feira, 11 de julho de 2011

O Cubo - Rudolf Laban

Na útlima aula de Laban (workshop de dança contemporânea), foi proposto um exercício de improvisação, através do cubo. A partir daí, vamos trabalhar fluência, planos, direções e dinâmicas, para criarmos diversas possibilidades de movimentações originais. Se quiser entender um pouquinho desse estudo, essa é a última semana. Aproveite!
Para quem estava na aula passada, esta foi a base que vocês utilizaram na improvisação. Relembrem o que foi feito para ajudar nas próximas aulas, ok?

Coreografia (base da improvisação):
  • ·         Pé direito em diagonal frente
  • ·         Cotovelo esquerdo para cima
  • ·         Cabeça para trás
  • ·         Braço direito em diagonal fundo
  • ·         Joelho direito diagonal frente
  • ·         Braço esquerdo fundo
  • ·         Pé esquerdo em diagonal fundo
  • ·         Cabeça em diagonal frente
  • ·         Quadril frente
  • ·         Cotovelo direito diagonal lado
  • ·         Pé direito diagonal lado
  • ·         Cabeça lado
  • ·         Quadril trás
  • ·         Braço direito frente
  • ·         Joelho esquerdo diagonal fundo
  • ·         Braços na frente

Por Aninha Barboza - professora de Jazz, Ballet e Contemporâneo

sábado, 9 de julho de 2011

TCC - Tema Raks Al Saif - Dança da Espada

Trabalho de Conclusão de Curso Por: Mica Feitosa

Nome original: Raks Al Saif

No Brasil : Dança da Espada

Sua origem não é indistinta e não necessariamente atribuída á cultura egípcia ou árabe, sendo explicada por várias lendas e suposições.

Agora veremos algumas das “Possíveis” suposições referente a historicidade da Dança da Espada.
Uma delas; diz ser uma dança em homenagem à Deusa Neit, uma Deusa Guerreira. Ela simbolizava a destruição dos inimigos e a abertura dos caminhos.
Outra, diz que na antigüidade as mulheres roubavam as espadas dos guardiões do rei para dançar, com o intuito de mostrar que a espada era muito mais útil na dança do que parada em suas cinturas ou fazendo mortos e feridos.
Mais uma conta que na época, quando um rei achava que tinha muitos escravos, dava a cada um uma espada para equilibrar na cabeça e dançar com ela. Assim, deveriam provar que tinham muitas habilidades. Do contrário, o rei mandaria matá-lo.
Outra história remete à época de guerra entre turcos e gregos. Os otomanos teriam contratado algumas bailarinas para levarem vinho e dançarem para os soldados inimigos. Quando estivessem embriagados, elas deviam pegar suas espadas e outras armas para dançar, facilitando o ataque.
Outra lenda, diz que grupos de beduínos atacavam viajantes que passassem perto de seus territórios, no deserto, durante a noite, para roubar as mercadorias que transportavam. Os mercadores eram mortos e as mulheres beduínas ficavam com suas espadas. Para comemorar a vitória da tribo, elas dançavam exibindo-as como troféus.
Mais uma história era que havia um tempo no egito em que as dançarinas eram vendidas como escravas nas cortes ou como propriedades dos ricos. Costumavam dançar com espadas em batalhas. Não simulavam lutar nem disputar, mas delicadamente essas espadas usadas em batalhas eram equilibradas na cabeça dançando destemidas, expressando-se livremente com a espada. O lema dessas mulheres era “Você controla minha vida, segura a espada sobre minha cabeça, mas não controla meu espírito."
Outra origem, que remete ás guerras entre Gregos e Turcos. Os Otamanos levam mulheres para os campos de batalha e elas dançavam com as espadas dos soldados do exército inimigo. Os homens ficavam extasiados, seduzidos e desarmados, assim o terreno estava preparado para ataques surpresos.
Em outra versão, a dança tem sua origem no Arjã, uma dança que era executada somente por homens, no qual o homem mais velho da aldeia dançava com a espada e com ela golpeava um prato de metal, como sinal de vitória sobre os inimigos. O arjã é o estilo conhecido como folclórico.
Não há nenhuma dança difundida no Oriente Médio que envolve o equilibrio de uma espada na cabeça da dançarina. A evidência histórica basica que levou as dançarinas modernas a tratar a espada como um suporte folclórico vem de uma pintura do artista Orientalista chamado Gerome, datada do século 19. Esta pintura inspirou muitas dançarinas modernas na Europa, Austrália, Nova Zelândia e América do Norte a equilibrar espadas nas suas cabeças, mas não é uma coisa comum de ser feita por dançarinas do Egito, Turquia, Líbano, ou outras partes do Oriente Médio.
Os investigadores da dança do ventre não puderam achar documentos confirmando esta prática. Há uma dança entre homens egípcios que envolve a espada ao longo da dança, executando movimentos marciais com a mesma. Mas em nenhum momento ao executar esta dança, os homens equilibram a espada nas suas cabeças (ou em qualquer outro lugar).
O certo é que, nesta dança, a bailarina deve saber equilibrar com graça a espada no corpo.É importante também escolher a música certa, que deve transmitir um certo mistério. Jamais se dançaria um solo de Derbak com a espada.
A dança da espada reflete toda alma de luta do povo árabe, sua disputa e dedicação pela terra amada.

É um número muito apreciado, onde a bailarina apresenta habilidades ao equilibrar a espada em diferentes pontos do corpo.
Dançar com a espada permite equilíbrio e domínio interior das forças densas e agressivas.
O certo é que, a apresentação da bailarina com a espada, exige equilíbrio e habilidade em conjunto com os movimentos realizados graciosamente.
A origem da espada tende a ser atribuído com certa leveza para povos orientais, mais especificamente os da influência Islâmica.
Raks Al Saif, Dança da Espada ou Dança da Cimitarra

A espada da dança é a Cimitarra, uma espada bem curva, de origem turca.
O que é certo, porém, é que a bailarina que deseja dançar com a espada, precisa demonstrar calma e confiança ao equilibrá-la em diversas partes do corpo.
Pontos de equilíbrio mais comuns são: cabeça, queixo, ombro, quadril e coxa;
Também é considerado um sinal de técnica executar movimentos de solo durante a música.
A princípio parece óbvio associar esta dança à batalha, violência e emoções fortes, uma vez que o objeto central é um instrumento de luta; uma arma. O desenvolvimento da dança da espada, porém, não exprime tal simbologia. Ao ser transferido para mãos femininas em manifestações corporais a espada adquiriu simultaneamente algumas características:
a) Força: a interpretação é direcionada para o aspecto de vigor, resistência energética e não de brutalidade;
b) Domínio: é traduzido através dos trabalhos de equilíbrio e acrobáticos que requerem racionalidade, habilidade e serenidade, alcance do perfeito equilíbrio entre corpo e mente;
c) Desafio: em nenhum momento do desenvolvimento desta dança encontra-se evoluções que lembrem o desafio para um duelo no sentido de luta. Os desafios são da própria bailarina, ou seja, dela superar seus limites pessoais. Podem ocorrer desafios entre bailarinas em uma apresentação, a qual artisticamente, uma tenta demonstrar suas habilidades em relação a outra e vice-versa.
d) Controle: não há demonstração de fortes emoções como ocorre na dança do punhal. Durante todo o tempo é necessário transmitir total controle, elegância e suavidade sobre a espada/cimitarra.

Sobre a Música:
Não existe um ritmo específico, contudo, o mais apropriado é o Whada wo noz. Em geral não utilizamos músicas cantada, somente instrumentais (não é uma regra).
Solos de Derbak não são apropriados, a não ser os breves, momentos de solos durante a música.
O estilo apropriado para desenvolver a dança da espada é o Clássico.

Execução e Técnica:

Os trabalhos com a espada certamente são os de equilíbrio que dão um charme a mais nesta dança.
Procure criar um ambiente propício para a exibição da espada, despertando a curiosidade de quem assiste ao show. Apresente a espada ao público como um mágico ou um trapezista fazem na introdução de seus shows.
Não se esqueça da evolução, ou seja, não fique presa somente aos equilíbrios, combine com movimentos pertinentes à música.
Transmita às pessoas que é muito simples trabalhar com a espada.
Os equilíbrios e sustentações podem ser realizados nos seguintes pontos tradicionais:
  • Cabeça;
  • Ombro;
  • Busto;
  • Quadril;
  • Estômago (cambrées);
  • Cambrée de solo equilibrando no ventre.
  • Coxa,
  • Antebraço;
  • Mãos.
A bailarina pode estudar outros pontos no corpo para desenvolver equilíbrio com a espada.

Procure utilizar trajes que possibilitem o desenvolvimento da dança, como por exemplo, calças, caso pense em criar uma coreografia que necessite movimentação de pernas altas.

Tradicionalmente a vestimenta para esta dança é o traje clássico, geralmente com saia ou bombacha (calça estilo “Jeanie é um gênio”).
Cabelos: preferencialmente pelo rabo de cavalo, trança ou faixas no cabelo para que fios próximos ao rosto não caiam sobre os olhos desconcentrando e atrapalhando sua movimentação claro que essa idéia varia de acordo com a idéia proposta pela bailarina.

Possíveis Características da Espada:

Comprimento total: 89,5 cm
Peso: Modelo Tradicional - 820 gramas /
Modelo Nova - 840 gramas
Lâmina em Aço Inox
Leve
Com o melhor equilíbrio (isso varia de pessoa para pessoa)
Capa protetora para transporte

Elas são feitas especialmente para serem equilibradas, e não possuem gume para impossibilitar o corte. Você ainda vai encontrar espadas com estilos e pesos bem diferentes por aí.

Considerações dos estudos da Dança da Espada.

Provavelmente você vai se sentir bem "zen", calma, tranqüila, quando estiver dançando com uma espada diante do público. Mas lembre-se de que as pessoas não sabem que a coisa na verdade é bem fácil.
Então, mesmo que você consiga colocar a espada sobre a cabeça em 3 milésimos de segundo e iniciar uma seqüência de passos logo depois, tente fazer algo mais do que isso. Você precisa criar uma atmosfera de mistério no público. Entre fazendo poses com a espada. Faça movimentos lentos e precisos, imitando uma guerreira (uma guerreira um tanto graciosa). Arraste a espada e faça o público se perguntar como você vai fazer para conseguir levantá-la.
Quando chegar a hora de colocar a espada sobre a cabeça, faça tudo lentamente. Tudo tem que ser feito dessa maneira para que todos entendam a particularidade dessa modalidade e assim que a espada estiver devidamente equilibrada, dê uma pausa... Crie certo mistério! A dança do ventre com espada pode realmente hipnotizar o público se você fizer uma dança bem feita!
Dê valor aos seus estudos, dedicação e principalmente ao seu trabalho diferenciado!
Importante!
Equilibrar uma espada na cabeça, ou em qualquer parte do corpo, pode ser um pouco doloroso no início. Se você não estiver acostumada, pode sentir um incômodo por causa da fricção e da pressão da espada sobre o local. Então, não exagere, faça algumas pausas no seu ensaio, alterne a parte do corpo em que você equilibra a espada, até se sentir mais confortável.

Considerações finais por: Mica Feitosa

Não só na Dança do Ventre, mas em qualquer situação de apresentação o fato é que a base de Tudo é imutavelmente o estudo e o treino! Não existe uma verdadeira bailarina se não houver o embasamento necessário e o amor pela profissão afim de que sua performance seja seguramente correta e apreciavelmente inesquecível. A limpeza de movimentos e o conhecimento das origens ainda é a melhor maneira de ser uma profissional respeitada e admirada!
Mica Feitosa El Fareda


Bibliografia:

*http://www.centraldancadoventre.com.br/a-danca-do-ventre/a-danca-do-ventre-modalidades/14-danca-da-espada
*http://bagdadancadoventre.com/index_arquivos/Page873.htm
*http://dunyacomar.vilabol.uol.com.br/Dancaflocorica.htm
*http://www.business-with-turkey.com/guia-turismo/danca_ventre_turquia1.shtml
*http://www.conexaodanca.art.br/imagens/textos/artigos/O%20que%20%E9%20Dan%E7a%20do%20Ventre.htm
*http://pequenapaty.wordpress.com/2009/03/26/arte-da-danca-do-ventre-e-sua-historia/
*http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/mulher-danca-do-ventre/danca-do-ventre-11.php
*http://www.espadano.com/espada/espada.htm
*http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/mulher-danca-do-ventre/danca-do-ventre-11.php
*http://evolucaodoser.hd1.com.br/index_arquivos/11.htm
*http://evolucaodoser.hd1.com.br/index_arquivos/11.htm
*http://dianibianchi.blogspot.com/2010_03_01_archive.html

Por Dana el Fareda - professora de Danças Árabes

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Surpresas do Espetáculo Sophia

Como vocês sabem, estamos na correria com a preparação do Espetáculo Sophia e a Dança dos Deuses. São muuuuuitos detalhes e toda a equipe do ShivaNataraj está se esforçando ao máximo para que tudo corra bem durante o show!


A cada ano vamos melhorando nossa produção artística e este ano estamos trabalhando nas animações e objetos cênicos. Não posso dar detalhes aqui porque vai tirar a emoção durante a apresentação, mas posso dar umas dicas...


Estamos montando um "objeto cênico" bem grande!! Ele fará parte de uma das coreografias, em homenagem a uma Deusa. Tivemos até que pedir ajuda de um profissional!


Fizemos vários desenhos para criar o "objeto" e agora estamos na parte do molde. Ainda bem que começamos com bastante tempo de antecedência, pois o plano A não deu certo... Já estamos trabalhando no plano B, mas não se preocupem, podemos fazer o C e D... criatividade é o que não falta nesta equipe!


Segue algumas fotos... Será que vcs descobrem do que se trata?












Até a próxima!


Por Fernanda Payão - sócia proprietária e professora de DOC

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Ballet de Repertório - Giselle

O ballet Giselle, criado em 1840, conta a história de uma camponesa que durante as festas de colheita de uvas, conhece um rapaz chamado Loys e se apaixona por ele. Mas, na verdade seu nome é Albrecht e ele é um nobre, que mente porque também se apaixonou por Giselle. Hillarion, antigo namorado dela desconfia e acaba descobrindo a farsa. Quando ele conta a verdade à Giselle, ela enlouquece de desgosto e morre.
Sua alma vai para o mundo das Willis, que são os espíritos de jovens que morreram por amor antes do casamento e que se vingam dos homens que as fizeram sofrer. Hillarion vai visitar o túmulo de Giselle e Mirtha, a rainha das Willis, a obriga a fazê-lo dançar até a exaustão, levando-o à morte. Em seguida, é a vez de Albrecht, mas Giselle, ainda apaixonada consegue protegê-lo e quando o dia amanhece ele escapa, salvando-se da morte.

Nas aulas de repertório, estudaremos a variação feminina de Paysant, trecho do grand pas de deux de Paysant. Na história, os personagens dessa coreografia são amigos da Giselle  que dançam na festa de colheita das uvas. Nos vídeos a seguir, vocês poderão conferir algumas versões dessa coreografia.

Variação feminina de Paysant:




Grand pas de deux de Paysant:




Veja a programação do Curso de Férias (3. Ballet de Repertório) clicando aqui!



quarta-feira, 6 de julho de 2011

Um pouquinho de Sabedoria Hindu



Resolvi escrever alguns artigos direcionados às alunas de DOC e também a todos interessados em conhecer mais sobre a sabedoria hindu e suas histórias milenares.
Vou compartilhar com vocês a ínfima parte do que escutei, li e observei, porem não é nada perto do que ainda pode ser explorado. Esse é o caminho de uma vida toda...


Os 4 objetivos da Vida

terça-feira, 5 de julho de 2011

Festa Julina do ShivaNataraj



No ultimo sábado, dia 02/07 comemoramos nossa festa "Julina" com direito a comida caipira, quadrilha e casamento!! Isso mesmo, um casamente de verdade!!
Pra quem não sabe, a professora Symone Coelho oficializou sua união com o músico Jeferson Lima durante a festa em uma cerimonia "diferente" e muito divertida!
A Shirlei da Lanchonete Cantinho do Lírio Branco organizou uma festa divertidíssima com todos os itens que não podem faltar como: pinhão, milho cozido, caldos, pé de moleque, cangica, paçoca e tudo mais.
A quadrilha foi muito divertida com a participação dos alunos e pessoal da equipe.
Teve cadeia (essa foi a parte mais engraçada da festa), correio elegante, cerimônia de casamento com padre e coroinha e valsa com música ao vivo.
Os noivos também ganharam vários presentes...
Quem quiser conferir as fotos é só clicar aqui!
Desejo aos noivos muitas bençãos nesta nova fase e que sejam felizes para sempre!!


Por Fernanda Payão sócia proprietária e professora de DOC

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Cursos de Férias ShivaNataraj



Desde o ano passado recebemos sugestões de alunos e professores para a realização dos Cursos de Férias. A idéia era de cursos pequenos (no máximo 5 horas) durante o mês de Julho e Dezembro, com temas interessantes, sugeridos pelos próprios alunos.
Nós sabemos que muitas vezes não é possivel se fixar em determinado assunto, durante as aulas regulares, devido a correria e ao cronograma de aulas. Então os cursos de férias entram como um complemento importante para o aprendizado, além de ser super divertido!
A equipe de eventos montou a grade de forma que tenhamos durante o mês de julho a mesma quantidade de aulas da grade regular, porem organizadas por cursos e temas.
O resultado foi uma programação super completa com mais de 50 cursos!!
Os alunos regulares do Shiva podem fazer a inscrição nos cursos sem custo adicional!
Também abrimos a grade para não alunos, assim é possivel aproveitar as férias, aprender a dançar e conhecer nossos professores e método de ensino. 
Vejam a programação dos cursos, detalhes e valores clicando aqui!
Boa sorte, boas férias, e aproveitem esta oportunidade!


Por Fernanda Payão - sócia proprietária e professora de DOC